VAIDADE E RESSENTIMENTO EM VELHO BRAGA

Priscila Rosa Martins

Resumo


Sabemos que na escrita literária é possível verificar a manifestação de algumas paixões ou estados de alma, como define Greimas. Na presente análise, detemo-nos primeiramente no tema da vaidade e do orgulho para visualizar como se estruturam as relações entre os atores presentes na crônica “A minha glória literária”, de Rubem Braga, escrita em 1960. Destaca-se que é comum neste gênero haver sincretismo entre narrador e personagem principal devido à preferência pela escrita em primeira pessoa, porém na crônica analisada veremos que é possível articular também uma separação dessas duas instâncias através de embreagens que aparecem no texto, visto que há uma distinção entre o tempo presente da escrita e o tempo da história que é narrada. Após, procuramos demonstrar como estas figuras do tema da vaidade estão relacionadas com o aparecimento do ressentimento na crônica analisada. A fim de fornecer uma amplitude para a análise, recorremos a uma segunda crônica, “Ao respeitável público”, de modo a visualizar como o dever-fazer, que neste caso é dever-escrever, está relacionado com o ressentimento e com o crer-ser escritor deste sujeito, ilustrando, mais uma vez, a configuração dos sujeitos do crer e do fazer.

Palavras-chave


Vaidade; Ressentimento; Rubem Braga.

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DOI: https://doi.org/10.21709/casa.v10i2.5602



E-ISSN: 1679-3404