Memes, fake news e pós-verdade ou como a teoria de gênero vira uma “ideologia perigosa”

Autores

  • Luiz Augusto Mugnai Vieira Junior UNIPAR - Universidade Paranaense. Cascavel – PR – Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8525-0230
  • Larissa Pelúcio UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação – Campus de Bauru. Departamento de Ciências Humanas. Faculdade de Filosofia e Ciências - Câmpus de Marília. Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Bauru – SP – Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6212-3629

Palavras-chave:

Teoria de gênero, Ideologia de gênero, Memes, Pós-verdade, Negacionismo,

Resumo

O presente artigo é baseado na tese nomeada “Quantas curtidas merece essa trans?” A recepção da transexualidade nas mídias digitais, realizada durante os anos de 2015 a 2018, a partir de imersão on-line oculta no Portal jornalístico Globo.com e em dois grupos do Facebook voltados para as temáticas de gênero. O trabalho imersivo revelou intensas disputas e opiniões inflamadas em torno das questões de gênero. O meme da ideologia de gênero foi um dado que chamou atenção na pesquisa, tais como o negacionismo e a pós-verdade material que tocava, sobretudo, em questões morais, ironizando e/ou rechaçando mudanças de comportamentos atribuídas a políticas de governo, corruptoras da moral e que fomentariam inversão de valores. Os memes foram usados como uma espécie de arma de guerra contra as teorias de gênero, convertidas em “ideologia perigosa”. Para a análise dos achados de pesquisa nos valemos das ferramentas teóricas dos estudos de gênero em sua vertente pós-estruturalista, dos estudos queer, flertando, ainda com aportes das ciências políticas.

Biografia do Autor

Luiz Augusto Mugnai Vieira Junior, UNIPAR - Universidade Paranaense. Cascavel – PR – Brasil.

Graduação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina - UEL;

Mestrado em História, Poder e Práticas Sociais pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE;

Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista - UNESP. 

Atualmente é professor da Universidade Paranaense - UNIPAR.

Tem experiência na área de Sociologia, Antropologia, História e Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, sexualidade, aborto, mídias digitais, cidadania e direitos humanos.

Larissa Pelúcio, UNESP – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação – Campus de Bauru. Departamento de Ciências Humanas. Faculdade de Filosofia e Ciências - Câmpus de Marília. Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais. Bauru – SP – Brasil.

Professora de Antropologia do Departamento de Ciências Humanas, FAAC – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”– UNESP e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da mesma Instituição no campus de Marília, SP.

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Publicado

24/07/2020