Intermediações socioestatais e associativismo

implicações entre clientelismo, participação e representação em Curitiba-PR

Autores

DOI:

https://doi.org/10.52780/res.14724

Palavras-chave:

Associativismo, Clientelismo, Representação

Resumo

O debate sobre o associativismo de bairro e o contato com as instituições políticas foi historicamente abordado a partir de perspectivas que denotavam uma visão negativa acerca desta relação, como resultado de vínculos políticos arcaicos, despolitizados e com certa passividade presente nos agentes populares. Este artigo problematiza os conceitos relacionados ao associativismo e movimentos sociais urbanos, como clientelismo, representação, participação e intermediação socioestatal, ao demonstrar a intencionalidade referente aos projetos políticos que configuram tais interações. Utiliza-se de dados sobre o associativismo de bairro em Curitiba-PR e sua dinâmica de forte interação consensual entre lideranças populares e o executivo municipal nos últimos 30 anos, moldando apoios eleitorais, o desenvolvimento de instâncias institucionais de representação política, o trânsito entre lideranças da sociedade civil para o interior dos governos e como institutos de participação são utilizados para minimizar conflitos com outros atores da sociedade civil e o executivo municipal.

Biografia do Autor

Ramon José Gusso, IFB – Instituto Federal de Brasília. Curso Superior de Tecnologia em Gestão Pública. Brasília – DF – Brasil.

Bacharel em Ciencias Sociais pela UFPR e Mestre e Doutor em Sociologia Política pela UFSC. Bolsista CNPq.

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Publicado

21/05/2021