Ativismo digital e valores democráticos

lições a partir da experiência brasileira

Autores

  • Gabriel Ávila Casalecchi UFSCar – Universidade Federal de São Carlos. Departamento de Ciência Política. São Carlos – SP – Brasil.
  • Aiane de Oliveira Vieira UFSCar – Universidade Federal de São Carlos. Departamento de Ciência Política. São Carlos – SP – Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.52780/res.14836

Palavras-chave:

Ativismo Digital, Participação Política, Déficit Democrático, Qualidade da Democracia, Tolerância Política

Resumo

A participação política é um dos pilares da democracia e, ao longo das décadas, a Ciência Política tem discutido como aumentar a inclusão dos cidadãos no processo político, especialmente uma inclusão qualificada, com base no diálogo e na informação. A emergência da Internet e das redes sociais tem, nesse contexto, se tornado um mecanismo popular de participação. O “ativismo digital”, todavia, assume características diversas, o que o torna um novo quebra-cabeças a ser decifrado pelos estudiosos. A participação digital seria uma participação “qualificada”? Essa pesquisa contribui na resposta dessa pergunta. Com base nos dados do Barômetro das Américas de 2018, criamos um indicador de intensidade do ativismo digital no Brasil. Em seguida, testamos os determinantes desse ativismo e seus efeitos sobre os valores sociais e democráticos dos brasileiros. Os resultados indicam que o ativismo digital não tem qualquer relação significativa com o apoio à democracia nem a tolerância às minorias, porém mantém uma relação negativa com a tolerância aos que pensam politicamente diferente.

Biografia do Autor

Gabriel Ávila Casalecchi, UFSCar – Universidade Federal de São Carlos. Departamento de Ciência Política. São Carlos – SP – Brasil.

Graduado em Sociologia, mestre e doutor em Ciência Política. Atualmente com bolsa de pós-doutorado. Atua na área de cultura política, comportamento político, opinião pública, atitudes e participação.

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Publicado

21/05/2021