A poesia passada a limbo (reflexões sobre grupo escolar de Cacaso)

Debora Racy Soares

Resumo


O objetivo deste trabalho é refl etir sobre dois poemas do livro Grupo Escolar (1974), de Antônio Carlos de Brito (1944-1987), mais conhecido pelo pseudônimo Cacaso no universo cultural brasileiro. Apesar de ter sido o segundo livro de Cacaso, Grupo Escolar foi o primeiro a ser publicado de forma independente, à margem do sistema editorial tradicional, através da Frenesi, uma coleção carioca de poesia. É interessante perceber que este livro exige do autor uma nova alfabetização poética, mais condizente com os “tempos de alquimia”. Demonstraremos, por meio da análise dos poemas escolhidos – “O futuro já chegou” e “Aquarela” – como dialogam com o momento de produção, de diferentes formas. Ambos podem ser lidos como sintomas de uma realidade traumática. No entanto, se no primeiro poema estamos diante de uma poesia referencial, ancorada na literalidade extrema e no “excesso de realidade”, no segundo nos deparamos com as modulações polissêmicas da alegoria.

Palavras-chave


Cacaso; Grupo Escolar; 1974; O futuro já chegou; Aquarela; Ditadura

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E-ISSN: 1982-4718
ISSN: 1414-0144

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