Formação sindical como ação estratégica
DOI:
https://doi.org/10.52780/res.v31iesp.1.21085Palavras-chave:
Formação sindical, Movimento sindical, Reestruturação produtiva, Organização no local de trabalho, Movimento sindical internacionalResumo
Este artigo analisa a política de formação sindical do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e como, no decorrer dos anos, essa política respondeu às necessidades impostas pelas mudanças no mundo do trabalho. Desde a década de 1980 o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC colocou a formação sindical como prioridade nas resoluções de seus congressos: o III de 1999 priorizou a prática como ferramenta fundamental para implementar a sua estratégia de organização. A formação do Sindicato, contudo, necessitou acompanhar as mudanças que ocorriam no mundo do trabalho que envolviam o enfrentamento às reestruturações produtivas desencadeadas pelas empresas do setor a partir, sobretudo, da década de 1990. Neste sentido, a combinação de organização no local de trabalho, negociação coletiva, articulação internacional e formação sindical tratando desses temas contribuiu para criar as condições para o sindicato responder aos desafios impostos pelo capitalismo neoliberal.
Downloads
Referências
ARRUDA, L. R. Do local ao global: o processo de reestruturação da Volkswagen/Anchieta em 2001-2006. 2010. 179 f. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2010.
BARBOSA, M. dos S. Sindicalismo em tempo de crise: a experiência na Volkswagen do Brasil. Santo André: Alpharrabio Edições, 2003.
BEZERRA, A.; BRANDÃO, C. R. (org.) A questão política da educação popular. São Paulo: Editora Brasiliense, 1980
BLASS, L. M. S. De volta ao futuro: o discurso empresarial e sindical no fim da Autolatina. São Paulo: EDUC, 2001.
CAPUCCI, C. C.; OLIVEIRA, F. de; FARABOTTI, L. R. Em tempos de intensas disputas neoliberais no campo das subjetividades, poderia a formação sindical se configurar como um dos campos de batalha? Revista Ciências do Trabalho, São Paulo, n. 28, nov. 2025. Disponivel em: https://rct.dieese.org.br/index.php/rct/article/view/495. Acesso em: 14 mar. 2026.
CHAUÍ, M. Neoliberalismo: a nova forma de totalitarismo. A Terra é Redonda, São Paulo, 6 out. 2019. Disponível em: https://aterraeredonda.com.br/neoliberalismo-a-nova-forma-do-totalitarismo. Acesso em: 14 mar. 2026.
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES [CUT]. Leia a íntegra do discurso histórico de Lula em São Bernardo. 07 abr. 2018. Disponível em: https://www.cut.org.br/noticias/leia-a-integra-do-discurso-historico-de-lula-em-sao-bernardo-20e3. Acesso em: 18 mar. 2026.
COSTA, H. da. Globalização neoliberal e resistência sindical: a experiência dos metalúrgicos do ABC. In: RODRIGUES, I. J.; RAMALHO, J. R.; LIMA, J. C. (org.). Trabalho e sindicalismo: reflexões a partir do contexto pandêmico. São Paulo: Annablume, 2022.
FONTES, P.; POMAR, V. Lugares de memórias dos trabalhadores #68: Instituto Cajamar-Cajamar (SP). Laboratório de Estudos de História dos Mundos do Trabalho (LEHMT), Rio de Janeiro, 25 fev. 2021. Disponível em: https://lehmt.org/lugares-de-memoria-dos-trabalhadores-68-instituto-cajamar-cajamar-sp-valter-pomar-e-paulo-fontes/. Acesso em: 15 mar. 2026.
FRENCH, J. D. Lula e a política da astúcia: de metalúrgico a presidente do Brasil. São Paulo: Expressão Popular/Fundação Perseu Abramo, 2024.
FREIRE, A. M. A. Uma História de Vida. São Paulo: Paz e Terra, 2017, p.378.
GABAN, S. Saber mais, para lutar melhor: concepção e prática da formação sindical no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista e as novas estratégias sindicais no período de 1999-2009. 2011. 196 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.
HUMPHREY, J. Controle capitalista e luta operária na indústria automobilística brasileira. Petrópolis: Vozes/Cebrap, 1982.
JUNIOR, F. A. Reflexões sobre formação sindical no Brasil. Revista Ciências do Trabalho, São Paulo, n. 28, nov. 2025. Disponível em: https://rct.dieese.org.br/index.php/rct/article/view/513. Acesso em: 18 mar. 2026.
LEITE, M. P. Trabalho e sociedade em transformação: mudanças produtivas e atores sociais. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2003.
MACEDO, F B. A Greve de 1980: Redes sociais e mobilização coletiva dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. 2010. Dissertação (Mestrado em História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.
MAGALHÃES, E. R. Organização Internacional dos Trabalhadores Metalúrgicos na Mercedes-Benz do Brasil: perspectiva de contra hegemonia local-global. 2013. 150 f. Dissertação (Mestrado em Relações Internacionais) – Programa San Tiago Dantas UNESP/UNICAMP/PUC-SP, São Paulo, 2013.
MANFREDI, S. M. Educação Sindical entre o Conformismo e a Crítica. São Paulo: Edições Loyola, 1986.
MARTINS, H. H. T. de S. Igreja e movimento operário no ABC 1954-1975. São Paulo: Hucitec; São Caetano do Sul: Prefeitura de São Caetano do Sul, 1994.
NASCIMENTO, C.; RODRIGUES, I. J.; SANTOS, J. M. P.; CASTRO, M. S. P. de; SILVA, S. O. C. (org.). A geração que criou a CUT: a história contada por quem a faz. São Paulo: Annablume, 2023.
NASCIMENTO, C.; RODRIGUES, I. J.; SANTOS, J. M. P.; CASTRO, M. S. P. de; SILVA, S. O. C. (org.). As origens do novo sindicalismo e o surgimento da Central Única dos Trabalhadores: trabalho, sindicalismo e política nas décadas de 1970-1980 na visão dos atores sociais (Projeto CNPq). [S. l.: s. n.], 2021. Relatório de pesquisa.
NEGRO, A. L. Linhas de montagem. São Paulo: Fapesp/Boitempo, 2004.
PARANHOS, K. R. Educação Sindical em São Bernardo nos anos setenta e oitenta. Revista de Sociologia e Política, São Paulo, n. 13, p. 153-174, 1999. DOI: 10.1590/S0104-44781999000200012.
RAINHO, L. F. Os peões do grande ABC: estudo sobre as condições de vida e consciência de classe de operário metalúrgico (sem especialização e semi-especializado) ligado à indústria automobilística. Petrópolis: Editora Vozes, 1980.
RODRIGUES, I. J. As comissões de empresa e o movimento sindical. In: BOITO JR., A. et al (org.). O sindicalismo brasileiro nos anos 80. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.
RODRIGUES, I. J. Sindicalismo e política: a trajetória da CUT. São Paulo: Scritta, 1997.
RODRIGUES, I. J. A trajetória do Novo Sindicalismo. In: RODRIGUES, I. J. (org.). O Novo Sindicalismo: 20 anos depois. Petrópolis: EDUC/Editora Vozes/Unitrabalho, 1999.
RODRIGUES, I. J. (coord.). Sindicalismo e pandemia. Grupo de pesquisa, trabalho, sindicalismo e sociedade (CNPq). São Paulo, 2021. Relatório de pesquisa não publicado.
RODRIGUES, I. J.; RAMALHO, J. R.; LIMA, J. C. (org.). Trabalho e sindicalismo: reflexões a partir do contexto pandêmico. São Paulo: Annablume, 2022.
RODRIGUES, I. J. (coord.). A condição operária revisitada: os trabalhadores da indústria automotiva paulista no início do século XXI (Projeto CNPq). São Paulo, 2025. Relatório de pesquisa não publicado.
SENNETT, R. A cultura do novo capitalismo. Rio de Janeiro/São Paulo: Editora Record, 2006.
SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO ABC. Comitês Sindicais de Empresa: a 3ª revolução do novo sindicalismo. 2016. Disponível em: https://smabc.org.br/comites-sindicais-de-empresa-a-3-revolucao-do-novo-sindicalismo/. Acesso em: 23 mar. 2026.
STREECK, W. Tempo comprado: a crise adiada do capitalismo democrático. Lisboa: Actual Editora, 2013.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

À revista Estudos de Sociologia ficam reservados os direitos autorais pertinentes a todos os artigos nela publicados.
Os artigos publicados e as referências citadas na revista Estudos de Sociologia são de inteira responsabilidade de seus autores.
A Estudos de Socilogia utiliza a licença https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/ (CC BY), que permite o compartilhamento do artigo com o reconhecimento da autoria.
