Como nasceu e como morreu o "marxismo ocidental"

Autores

  • Domenico Losurdo
  • Carlos Alberto Dastoli

Palavras-chave:

Marxismo ocidental, Campo socialista, Falta de balanço histórico, Autodissolução

Resumo

Por muito tempo o “marxismo ocidental” celebrou a sua superioridade em relação ao marxismo dos países que se remetiam ao socialismo e que estavam todos situados no Oriente. Em decorrência dessa atitude arrogante, o marxismo ocidental nunca se empenhou seriamente em repensar a teoria de Marx à luz de um balanço histórico concreto: qual era o papel do Estado e da nação nesses países e no “campo socialista”? Como promover a democracia e os direitos humanos e como estimular o desenvolvimento das forças produtivas e o bem-estar das massas numa situação caracterizada pelo bloqueio capitalista? Ao invés de pôr-se essas questões difíceis, o marxismo ocidental preferiu abandonar-se à cômoda atitude autoconsolatória de quem cultiva em particular as suas utopias e rejeita, como uma contaminação, o contato com a realidade e a reflexão sobre a realidade. Disso derivou uma progressiva capitulação à ideologia dominante. Por fim, a autocelebração do marxismo ocidental desembocou na sua autodissolução.

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Como Citar

Losurdo, D., & Dastoli, C. A. (2011). Como nasceu e como morreu o "marxismo ocidental". Estudos De Sociologia, 16(30). Recuperado de https://periodicos.fclar.unesp.br/estudos/article/view/3897