Entre julgar e escutar: sexualidade e aborto em um bairro popular

Autores

  • Carmen Susana Tornquist
  • Denise Soares Miguel
  • Gláucia de Oliveira Assis

Palavras-chave:

Itinerários abortivos, Grupos populares urbanos, Sexualidade,

Resumo

Este artigo apresenta algumas representações que circulam em um bairro popular de Florianópolis acerca do aborto, tendo por foco entrevistas e falas de mulheres que gozam de prestígio e autoridade na comunidade; entre elas, agentes de saúde e lideranças comunitárias. A pesquisa recorreu a metodologias diversas e constatou que os itinerários abortivos são marcados por uma temporalidade específica, da qual participam outras mulheres e na qual os procedimentos tradicionais se articulam com o uso recorrente do misoprostol. O tipo de substância e as formas de usar estes métodos indicam diferenças entre o popular “testar ou fazer descer” e o abortar, propriamente dito. Embora neste bairro predomine um discurso contrário ao aborto (à exceção do decorrente de estupro), observou-se também, principalmente à luz de casos concretos, uma postura mais branda em relação às mulheres que decidem suspender uma gravidez em curso, sintetizada na expressão “prefiro não julgar”.

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Como Citar

Tornquist, C. S., Miguel, D. S., & Assis, G. de O. (2012). Entre julgar e escutar: sexualidade e aborto em um bairro popular. Estudos De Sociologia, 17(32). Recuperado de https://periodicos.fclar.unesp.br/estudos/article/view/4927