Memórias da militância: reconstruções da resistência política feminina à ditadura civil-militar brasileira

Autores

  • Danielle Tega

Palavras-chave:

Memória, Feminismo, Gênero, Cinema, Militância,

Resumo

A intenção deste artigo é fazer um estudo da maneira pela qual a memória sobre a ditadura civil-militar brasileira, especialmente a resistência política feminina, é reconstruída no filme “Que bom te ver viva”, dirigido por Lúcia Murat e lançado em 1989. Pautando-se por uma perspectiva que se baseia no cruzamento dos estudos de memória com o pensamento feminista, procura-se perceber o filme como manifestação da memória, verificando de que modo os paradoxos e tensões presentes articulam-se na narração da sobrevivência após um período traumático. Os estudos de gênero são pontos de apoio para observar de que forma as convenções de feminilidade são (re)construídas. Diante disso, notou-se a ênfase dada pelo filme às questões subjetivas que ficaram silenciadas nos anos de militância, caracterizadas principalmente nas discussões sobre violência e sexualidade – temas caros ao feminismo.

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Como Citar

Tega, D. (2012). Memórias da militância: reconstruções da resistência política feminina à ditadura civil-militar brasileira. Estudos De Sociologia, 17(32). Recuperado de https://periodicos.fclar.unesp.br/estudos/article/view/4931