Nanotecnologia e riscos: diferentes percepções sobre riscos dos nanotubos de carbono

Tade-Ane Amorim

Resumo


Neste artigo aponta-se como agências governamentais e iniciativa privada discutem a regulamentação das nanotecnologias, mostrando que diferentes propostas de regulamentação estão relacionadas a diferentes percepções sobre análises de riscos. O trabalho analisa documentos produzidos por agências governamentais, Environmtal Protection Agency – EPA, nos Estados Unidos, Royal Society, no Reino Unido e Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação no Brasil e pelas indústrias químicas DuPont e Bayer que discutem regulamentações dos nanotubos de carbono. Apontou-se que, frente aos desafios colocados pela nanotecnologia, cientistas, indústria e políticos apresentam respostas bastante variadas para o enfrentamento de tais desafios. Observou-se que essas diferentes respostas se dão em paralelo, não há uma evolução, mas uma situação complexa se desenha. Verificou-se que há expressivas diferenças na forma como os riscos são percebidos e enfrentados por tais agências e indústrias, e que tais percepções refletem, de modo mais amplo, o entendimento de ciência de tais entidades no momento da publicação do documento analisado.


Palavras-chave


Riscos; Nanotubos de carbono; Sociologia da ciência;

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E-ISSN: 1982-4718
ISSN: 1414-0144

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