Reflexões metodológicas em torno da conversão na IURD: colocando em perspectiva alguns consensos

Autores

  • Roberta Bivar Carneiro Campos UFPE – Universidade Federal de Pernambuco. Centro de Filosofia e Ciências Humanas – Departamento de Antropologia e Museologia. Recife – PE – Brasil.
  • Eduardo Henrique Araújo de Gusmão UFCG – Universidade Federal de Campina Grande. Centro de Ciências Biológicas – Departamento de Psicologia. Campina Grande – PB – Brasil.

Palavras-chave:

Religião, Conversão, IURD, Etnografia,

Resumo

Este artigo propõe uma reflexão acerca de aspectos metodológicos que dizem respeito à interpretação antropológica dirigida à experiência da conversão religiosa, vivenciada por membros e frequentadores da Igreja Universal do Reino de Deus. A partir de um diálogo com a trajetória de pesquisa de um dos autores, a discussão que é desenvolvida procura identificar consensos acadêmicos instaurados em torno desta experiência, com o objetivo de questioná-los e propor caminhos analíticos alternativos. Neste sentido, a IURD e as conversões que ocorrem em seus rituais são problematizadas a partir das visões que os outros, antropólogos e cientistas sociais, lançam a seu respeito. A proposta de uma reflexão metodológica se dirige, portanto, a um questionamento de interpretações antropológicas, já consolidadas no imaginário acadêmico nacional, acerca da conversão religiosa neopentecostal.

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