Memória dos anos de chumbo nas cidades brasileiras

Autores

  • Pedro Henrique Campello Torres Bolsista CAPES. Doutorando em Ciências Sociais. PUC-Rio – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

Palavras-chave:

Lugar de memória, Ditadura civil militar, Cidades,

Resumo

O presente artigo analisa as relações entre memória, história e sociedade no espaço urbano brasileiro, em especial as disputas em torno de lugares de memória referidos à Ditadura Civil-Militar (1964-1985). A dimensão política da prática de se nomear espaços simbólicos de enaltecimento à ditadura civil-militar é o tema central do presente trabalho. As cidades brasileiras, onde se desenvolveu a maior parte das ações de resistência, guardam marcas da história recente da Ditadura. Com o fim do regime de exceção iniciado em 1964, permaneceu o que se chamou de feridas históricas, entre as quais a manutenção das marcas do regime autoritário em nomes de ruas, estabelecimentos e logradouros públicos. Passados mais de um quarto de século do final do regime autoritário, ainda permanecem designações de estátuas, ruas, praças e escolas públicas, e outros espaços públicos e privados que homenageiam integrantes do governo militar, torturadores e colaboradores do regime.

Biografia do Autor

Pedro Henrique Campello Torres, Bolsista CAPES. Doutorando em Ciências Sociais. PUC-Rio – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro – RJ – Brasil.

Historiador e Sociologo. Mestre em Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ) e atualmente Doutorando em Ciências Sociais pela Universidade PUC-Rio. Foi Visiting Scholar Research Collaborator, bolsista de doutorado sanduíche CAPES, na Princeton University.

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Publicado

19/01/2016