O monitoramento eletrônico de presos nos Estados Unidos: um trajeto genealógico

Autores

  • Ricardo Urquizas Campello USP – Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas – Departamento de Sociologia. São Paulo – SP – Brasil.

Palavras-chave:

Monitoramento eletrônico, Segurança, Justiça criminal, Governamentalidade neoliberal,

Resumo

O artigo traça uma genealogia dos dispositivos de monitoramento eletrônico de indivíduos sob controle penal nos Estados Unidos, país pioneiro na elaboração dessa medida. São investigados os experimentos iniciais com mecanismos de controle a distância de pessoas consideradas desviantes, realizados por um grupo de psicólogos e biólogos da Universidade de Harvard. Em seguida, apresenta-se o cenário carcerário estadunidense entre as décadas de 1970 e 2000, e a demanda pela ampliação de controles penais em meio aberto. Enfatiza-se a participação da indústria da segurança no impulso ao desenvolvimento de sistemas de rastreamento de indivíduos condenados ou processados pela justiça estadunidense. Por fim, analisam-se os aspectos do monitoramento eletrônico que o caracterizam como dispositivo de segurança, atrelado à consolidação do que Michel Foucault chamou de governamentalidade neoliberal.

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Biografia do Autor

Ricardo Urquizas Campello, USP – Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas – Departamento de Sociologia. São Paulo – SP – Brasil.

Doutorando no Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Mestre e Bacharel em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

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Publicado

13/08/2015

Como Citar

Campello, R. U. (2015). O monitoramento eletrônico de presos nos Estados Unidos: um trajeto genealógico. Estudos De Sociologia, 20(38). Recuperado de https://periodicos.fclar.unesp.br/estudos/article/view/7644