Uma leitura não-residualista da questão racial em Florestan Fernandes

Autores

  • Lucas Trindade da Silva UFPE – Universidade Federal de Pernambuco. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Recife – PE

Palavras-chave:

Florestan Fernandes, Raça, Classe, Colonialidade,

Resumo

O fim deste artigo é propor uma leitura d’A Integração do negro na sociedade de classes, num sentido contrário às interpretações desta obra que percebem o preconceito de cor como residual ou como mero índice da ausência, na população negra, de generalização do habitus primário, adequado ao processo de diferenciação desencadeado pelo Estado e pelo mercado. Buscaremos evidenciar os elementos da obra de 1964 que, em contradição com as tendências residuais postas pelo conceito de demora cultural, apontam para um conjunto de mecanismos raciais típicos da colonialidade do poder, onde o preconceito de cor aparece como fator estruturante, e não residual ou subordinado, da divisão do trabalho.

Biografia do Autor

Lucas Trindade da Silva, UFPE – Universidade Federal de Pernambuco. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Recife – PE

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade de Brasília. Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco. Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Paraíba.

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Publicado

19/12/2016