Mulheres negras e a luta por igualdade: por um feminismo negro decolonial

Autores

  • Jessica Mara Raul CEFET/RJ – Centro Federal de Educação Celso Suckow da Fonseca. Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais. Rio de Janeiro – RJ

Palavras-chave:

Feminismo negro, Colonialidade, Mulheres negras,

Resumo

O presente trabalho parte da reflexão sobre a experiência feminista a partir de uma perspectiva decolonial. Para tanto, leva em consideração as assimetrias no movimento de mulheres brasileiro, destacando as estratégias de organização do movimento de mulheres negras que, baseadas em sua vivência, reflete sobre a situação das mulheres em e na diáspora, a partir do hemisfério sul. Pretende-se demonstrar, como as diferenças estabelecidas enquanto ferramentas de hierarquização dos seres humanos, manteve a população negra na base da pirâmide social, com maiores prejuízos para as mulheres negras, submetidas à interseccionalidade de opressões de raça, gênero e classe ao enfrentarem barreiras ao exercício da cidadania. Assim, a experiência cotidiana aliada à luta pela sobrevivência proporcionará a essas mulheres não só mecanismos de resistência ao padrão estabelecido pela lógica hierarquizante na aquisição de bens sociais, mas também, um ponto de visão privilegiado para a análise dessa sociedade.

Biografia do Autor

Jessica Mara Raul, CEFET/RJ – Centro Federal de Educação Celso Suckow da Fonseca. Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais. Rio de Janeiro – RJ

Historiadora, Especialista em Educação e Relações Raciais e Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Relações Étnico-Raciais do Centro Federal de Educação Celso Suckow da Fonseca – CEFET/RJ.

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Publicado

19/12/2016