Mulheres, relações sociais de sexo e cidadania

Marie-Blanche Tahon

Resumo


O artigo questiona a razão pela qual a modernidade democrática não incluiu imediatamente as mulheres no princípio que a fundamenta: todos os homens nascem livres e iguais perante a lei. Sustenta que o reconhecimento legal do direito das mulheres de controlar sua própria fecundidade, em torno dos anos 1980, foi o fato que possibilitou a inclusão das mulheres nas sociedades democráticas. A partir do momento em que a lei reconheceu esse direito, toda desigualdade formal entre homens e mulheres acabou sendo suprimida. Esse reconhecimento permitiu formular a reivindicação da paridade sem abolir o princípio do universalismo. Com a reivindicação da homoparentalidade, esse universalismo é susceptível de ser rediscutido, como ocorre no Quebec. Traz para o debate elementos epistemológicos suscetíveis de romper com o círculo mágico que está em volta da definição tautológica do universal e sustenta que a pertença de sexo não é nem particular ou específica quando se trata de mulheres, ou quando se trata de homens.


Palavras-chave


Cidadania; Relações Sociais de Sexo; Maternidade; Homossexualidade; Homoparentalidade; Procriação;

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E-ISSN: 1982-4718
ISSN: 1414-0144

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