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feminismo e valores patriarcais em Emma e Emma Approved
DOI:
https://doi.org/10.58943/irl.v1i62.20742Palavras-chave:
Emma, Emma Approved, Agência feminina, Adaptação, TransmidialidadeResumo
Emma (1815), de Jane Austen, oferece uma crítica sutil às hierarquias sociais, aos papéis de gênero e às restrições patriarcais na Inglaterra da Regência. Mais de dois séculos depois, a websérie Emma Approved (2013-2014) reimagina a heroína de Austen em um ambiente digital moldado pelo empreendedorismo, consumismo e visibilidade nas mídias sociais. Este artigo compara a representação do feminismo e dos valores patriarcais nessas duas obras, analisando como a narrativa de Austen sobre privilégio, autonomia e crescimento moral é transposta para um contexto contemporâneo. Com base na teoria da adaptação, na crítica feminista e no conceito de modernidade líquida, o estudo argumenta que, enquanto Austen questiona o casamento, a classe e as responsabilidades morais do privilégio, Emma Approved reformula essas preocupações por meio das negociações de influência, visibilidade e participação digital do século XXI. A comparação destaca tanto as continuidades quanto as transformações na negociação da agência das mulheres, revelando como a narrativa de Austen continua a fornecer um terreno fértil para a reflexão feminista em novos contextos culturais e midiáticos.
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