Retratos da perfeição
o ideal de feminilidade em A gossip’s story (1796), de Jane West (1758-1852), e Razão e sensibilidade (1811), de Jane Austen (1775-1817)
DOI:
https://doi.org/10.58943/irl.v1i62.20850Palavras-chave:
Jane Austen, Jane West, romance setecentista, ideal femininoResumo
Este artigo faz uma comparação entre as heroínas dos romances A gossip’s story, publicado em 1796 por Jane West (1758-1852), e Razão e sensibilidade (1811), de Jane Austen (1775-1817). Enquanto a heroína de West, uma escritora que se alinhava declaradamente à ideologia conservadora setecentista, é aquilo que Austen descreveu com desprezo em uma carta como um “retrato da perfeição”, Elinor Dashwood, de Razão e sensibilidade, apesar do extremo autocontrole que a torna, por vezes, antipática aos olhos dos leitores contemporâneos, tem características que fogem ao ideal de feminilidade prescrito no período em que o romance foi publicado. Esse fato, além de outros traços do romance de Austen que se tornam mais evidentes se comparados àqueles de obras inequivocamente conservadoras, mostram que a autora fazia críticas profundas a certos aspectos de sua sociedade, em especial à posição da mulher.
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