Gregório de Matos

eroticismo carnavalizado

Autores/as

Palabras clave:

Poesía, Gregorio de Matos, Barroco, Erotismo, Carnavalización

Resumen

Este artículo analiza tres poemas de Gregório de Matos con el objetivo de comprender la relación entre su poesía y la concepción erótica carnavalesca. Mediante un enfoque cualitativo y un procedimiento bibliográfico, para fundamentar este trabajo, aplicamos las contribuciones teóricas y críticas de Bajtín (1987), Birman (2001), Discini (2006), Fiorin (2006) y Hansen (2004), respectivamente, que contribuyen a una reflexión sobre la obra carnavalesca del poeta barroco brasileño del siglo XVII. El poeta Gregório de Matos, en su condición de rebelde, maldito e incluso prohibido, no guardó silencio ante las injusticias y las circunstancias adversas que lo rodeaban, justificando así el apodo de «Boca del Infierno». En este sentido, los poemas Pica-flor, Define a sua cidade y Ao mesmo capitão fretandolhe a Amasia chamado Surucucu fueron examinados en un intento de revelar, a través del erotismo, las ambivalencias y subversiones del orden social imperante que caracterizan elementos de un discurso poético erótico carnavalizado.

Biografía del autor/a

Thalita Gadelha, Universidade de Pernambuco

Universidade de Pernambuco (UPE-Campus Mata Norte), Nazaré da Mata – Pernambuco (PE) – Brasil. Magíster en Literatura, Cultura y Traducción por la Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Doctoranda en Ciencias del Lenguaje en la Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Departamento de Letras.

Josivaldo Silva, Universidade de Pernambuco

Universidade de Pernambuco (UPE-Campus Mata Norte), Nazaré da Mata – Pernambuco (PE) – Brasil. Doctor en Literatura y Cultura por la Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Posdoctorado en Teoría de la Literatura por la Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Profesor Livre-Docente en UPE, Departamento de Letras.

Citas

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Publicado

18/05/2026

Cómo citar

Gadelha, T., & Silva, J. (2026). Gregório de Matos: eroticismo carnavalizado. Revista De Letras, 65(00), e026002. Recuperado a partir de https://periodicos.fclar.unesp.br/letras/article/view/16405