El otro y el tiempo
la construcción Borgesiana del doble y la desautorización del yo
Palabras clave:
Borges, Identidad narrativa, Metalenguaje, Tiempo, DuplicaciónResumen
Este artículo propone una lectura filosófico-literaria del cuento El Otro, de Jorge Luis Borges, a la luz de las nociones de identidad narrativa, metalenguaje y tiempo no lineal. Se sostiene que el relato realiza una deconstrucción del yo y de la memoria mediante el encuentro paradójico entre dos versiones del mismo sujeto. Con base en autores como Paul Ricoeur, Michel Foucault, Roland Barthes, Maurice Blanchot y Giorgio Agamben, el texto busca demostrar cómo Borges escenifica la imposibilidad del retorno a lo “mismo” y propone una ética de la duplicación. El cuento se lee como un gesto radical de ruptura con las categorías clásicas de identidad, tiempo y narración, instaurando una poética de lo inacabado y una metafísica del lenguaje.
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