A construção social dos mercados “verdes”: o ambientalismo e a dinâmica os campos econômicos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.32760/1984-1736/REDD/2019.v11i2.13754

Palavras-chave:

Ambientalismo, Mercados, Cultura, Poder

Resumo

O objetivo do artigo é revisar as contribuições de abordagens sociológicas político-culturais acerca das transformações das práticas econômicas decorrentes da ascensão e crescente incorporação da crítica ambientalista. Contrapondo as abordagens da economia, que propõem modelos performativos, enfatiza-se a compreensão indutiva e histórica das transformações em curso na esfera econômica. Propõe-se que uma combinação das abordagens macroinstitucional e da sociologia pragmática da crítica, que dão base para a compreensão do ambientalismo como um conjunto de valores morais em ascensão, com as teorias de campos de Bourdieu, dos neoinstitucionalistas e dos campos de ação estratégica, que abordam os movimentos sociais que promovem a incorporação desses valores em setores específicos, pode impulsionar a compreensão da construção social dos mercados “verdes”. Com base nesse referencial, um conjunto de estudos empíricos precursores são discutidos, abordando-se os processos por meio dos quais um ethos “sustentável” que preserva premissas de operação dos campos econômicos tem sido desenvolvido.

Biografia do Autor

Silvio Eduardo Alvarez Candido, Universidade Federal de São Carlos - UFSCar

Professor de Estudos Organizacionais e do Trabalho do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos. Pesquisador do Núcleo de Estudos em Sociologia Econômica e das Finanças (NESEFi).

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Publicado

01/08/2021

Edição

Seção

Dossiê