Trabalho e trabalhadores no Brasil desenvolvimentista: um diálogo entre duas histórias

Stela Cristina de Godoi

Resumo


No Brasil do século XX, ao longo do período de 1954 a 1964, é possível observar a formação de uma classe operária no Brasil, em virtude da ampliação do parque industrial nacional. Esse contexto histórico foi terreno fértil à gênese do discurso ideológico nacionaldesenvolvimentista. No processo de urbanização e industrialização, nos moldes fordistas/tayloristas, os sindicatos operários e os Partidos disputaram os rumos da classe trabalhadora no Brasil, a qual se formou como um novo mosaico étnico/regional, composto, sobretudo, por migrantes nacionais vindos das zonas rurais do país. Levando-se em consideração o cenário macro-estrutural e a dinâmica subjetiva e simbólica do trabalho, a análise das memórias de ex-operários, que se empregaram em diferentes indústrias metalúrgicas da cadeia produtiva de automóveis, lançou luzes sobre as relações conflitivas da vida cotidiana no mundo moderno, evidenciando uma contínua tentativa destes sujeitos de transpor a condição de máquinas de trabalho.

Palavras-chave


Experiência; Operários; Migração; Resistência; Ideologia; Trabalho; Memória

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DOI: https://doi.org/10.32760/1984-1736/REDD/2009.v1i2.1729

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