TERRITÓRIO ENTRELAÇADO: MULHERES COMO SUJEITAS POLÍTICAS NA LUTA PELA TERRA - ASSENTAMENTO HORTO BELA VISTA – IPERÓ SP

Autores

DOI:

https://doi.org/10.32760/1984-1736/REDD/2025.v17i2.20142

Resumo

A luta das mulheres pelo acesso à terra no Brasil é um processo marcado pela invisibilização de seu trabalho e pela reprodução da desigualdade de gênero no campo. A partir da articulação entre entrevistas e o referencial teórico, essa pesquisa busca demonstrar como a divisão sexual do trabalho nos acampamentos e assentamentos marginalizam a atuação das mulheres, restringindo sua participação política, desvalorizando sua contribuição econômica e participação ativa na constituição desse território. Ao mesmo tempo, as mulheres protagonizam formas de resistência e organizações coletivas, como movimentos agroecológicos, que buscam a construção de um campo mais justo. A análise da trajetória da assentada Maria Rodrigues ilustra essa dinâmica, demonstrando que a luta pela terra é também uma luta pela autonomia e pelo reconhecimento das mulheres como sujeitas políticas. E esse movimento acontece de maneira coletiva, por isso esse texto recebe como título, Território entrelaçado, por remeter à ideia de algo construído coletivamente, como um tecido, formado por diferentes fios que se cruzam, assim como as mulheres camponesas, que através da luta pela terra, entrelaçam suas histórias, vozes e práticas. Portanto, a presente pesquisa reforça a importância da abordagem da questão de gênero nos estudos sobre a questão agrária brasileira.

 

Biografia do Autor

Leticia Lauane Souza, Universidade Federal de São Carlos

Mestranda pelo Programa de Pós Graduação em Geografia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) campus Sorocaba (Linha 1: Produção do Espaço, Educação e Cultura). Graduada em Licenciatura em Geografia pela Univeridade Federal de São Carlos (UFSCar) campus Sorocaba (2017-2022). Possui interesse em estudos sobre a questão de gênero na luta pela terra, buscando valorizar o papel da mulher na constituição do espaço agrário brasileiro. Tem experiência como professora da educação básica na rede pública de ensino do estado de São Paulo.

Neusa de Fatima Mariano, Universidade Federal de São Carlos

Professora Associada do Curso de Licenciatura em Geografia e do Programa de Pós Graduação em Geografia da Universidade Federal de São Carlos. 

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Publicado

10/02/2026