CIDADANIA VULNERÁVEL E GESTÃO DE CONFLITOS: O PAPEL DO PODER JUDICIÁRIO NO ENFRENTAMENTO DO CRIME ORGANIZADO EM RESERVAS INDÍGENAS NA AMAZÔNIA LEGAL E COMO AGENTE DE PREVENÇÃO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.32760/1984-1736/REDD/2025.v17i2.20361

Palavras-chave:

Amazônia, Comunidades Indígenas, Crime Organizado, Poder Judiciário, Gestão de Conflitos

Resumo

As comunidades indígenas da Amazônia brasileira enfrentam ameaças que comprometem sua sobrevivência física e cultural. Embora a Constituição Federal de 1988 reconheça direitos territoriais e culturais aos povos originários, o avanço do crime organizado sobre os territórios indígenas, por meio do narcotráfico, garimpo ilegal e grilagem de terras, agrava o cenário. A Amazônia Legal tornou-se um eixo estratégico para facções como PCC e CV, que exploram a fragilidade institucional e as características geográficas da região. Entre os principais problemas estão o desmatamento, a mineração ilegal e a contaminação por mercúrio. Diante desse contexto, o presente trabalho busca analisar de que forma o Poder Judiciário pode atuar de maneira efetiva no enfrentamento ao crime organizado que ameaça os territórios indígenas, assegurando os direitos desses povos e contribuindo para o enfrentamento das mudanças climáticas. Os objetivos específicos incluem: analisar a evolução dos direitos indígenas, mapear a atuação das principais organizações criminosas na região, identificar os impactos socioambientais e avaliar a atuação judicial. A metodologia será qualitativa, com abordagem dedutiva, utilizando pesquisa bibliográfica, documental, análise de decisões e dados secundários. Espera-se demonstrar o papel estratégico do Judiciário na gestão de conflitos, na proteção dos direitos indígenas e na preservação dos ecossistemas amazônicos.

Biografia do Autor

Augusto Martinez Perez Filho, Universidade de Araraquara (UNIARA)

Professor do programa de Mestrado Profissional em Direito e Gestão de Conflitos da Universidade de Araraquara - UNIARA. Leciona as diciplinas: Direito Processual Penal I, Direito Processual Penal II e Direito Processual Penal III e Direitos Humanos. Atua como pesquisador na temática "Poder Judiciário, Cidadania e Gestão de Conflitos.

Ana Clara Chaves Marques, Universidade de Araraquara – UNIARA

Mestranda em Direito e Gestão de Conflitos pela Universidade de Araraquara (UNIARA), pós graduada em Direito Penal e Processo Penal pelo Centro Universitário Dom Bosco (2022), pós graduada em Direito Processual Civil (2021) pelo Instituto IBMEC/Damásio, graduada em Direito pela U:VERSE (2019), servidora do Tribunal de Justiça do Estado do Acre.

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Publicado

10/02/2026