A Construção social dos mecanismos de qualificação e certificação entre reciprocidade e troca mercantil

Eric Sabourin

Resumo


Qualquer processo de qualificação que garante a origem, a especificidade e a qualidade de um produto pode permitir reduzir os efeitos de concorrência e especulação característicos da troca mercantil. Faço a hipótese que a qualificação do produto introduz uma dimensão de reciprocidade numa relação de troca mercantil. Os processos de qualificação podem contribuir para estabelecer uma relação de reciprocidade simétrica entre produtor e consumidor. No entanto, os mecanismos de qualificação e certificação podem também introduzir a exclusão de certos produtores e/ou consumidores quando gera um aumento dos custos de produção. Portanto necessita-se uma articulação ou interface permitindo um dialogo entre a lógica de troca da relação mercantil e a lógica de reciprocidade no seio da dinâmica de qualificação. Mas a interface oferecida pelos mecanismos de certificação da qualificação pode obedecer a sua vez, tanto a lógica da troca mercantil, como a lógica da reciprocidade ou até à dinâmicas hibridas ou mistas. O artigo funda-se numa comparação entre três sistemas de certificação de produtos agro-ecológicos no Brasil: certificação externa de grupo, certificação participativa e co-certificação.

Palavras-chave


Qualificação de produtos; Sistemas de certificação; Reciprocidade; Troca mercantil; Brasil;

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DOI: https://doi.org/10.32760/1984-1736/REDD/2012.v4i2.5178

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E-ISSN: 1984-1736

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