DE L’IMPERFECTION: PRÁTICAS E GÊNEROS EDITORIAIS

DE L’IMPERFECTION: EDITORIAL PRACTICES AND GENRES

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21709/casa.v18i2.20617

Palavras-chave:

semiotics of discourse, editorial practice, genre, paratext, Digital genre. French semiotics. Identity. Vlogs.

Resumo

Este artigo investiga como as edições brasileiras de Da imperfeição (2002, 2017) operam uma mudança de gênero editorial e reconfiguram a prática de leitura originalmente proposta por Algirdas Julien Greimas, em De l’imperfection (1987). A análise parte de três níveis de pertinência (texto‑enunciado; objeto‑suporte; prática), segundo o modelo de Jacques Fontanille (2008), dialogando com as noções de gênero (Fontanille, 1999b) e paratextos (Genette, 2009). Entende-se que, ao inserir prefácios, notas e um aparato crítico, as edições brasileiras transitam do estatuto de obra-arte (ou ainda “ensaio” poético) para um ensaio científico disciplinar, orientando o leitor (enunciatário) para uma leitura competencializada. Assim, o trabalho editorial opera uma atualização da obra no campo semiótico e acadêmico, trazendo contribuições para os pesquisadores brasileiros.
Palavras-chave: Semiótica discursiva. Prática editorial. Gênero. Paratexto. Tradução crítica.

Biografia do Autor

Patricia Veronica Moreira, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp)

Doutora pelo programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa (Unesp/Campus de Araraquara) em co-tutela com a Université de Limoges (Bolsista CAPES). Mestre em Linguística (2014) pela Universidade Federal de Goiás com bolsa CAPES. Bacharel em Linguística (2009) e licenciada em Inglês (2011) e Francês (2011) pela Universidade Federal de Goiás. Integra o Grupo de Pesquisa em Semiótica da Unesp (GPS-Unesp); o Seminário de Semiótica da Unesp (SSU) - evento promovido pelo grupo de pesquisa GPS-Unesp com o apoio do Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa da UNESP/FCLAr. Atualmente, professora formadora de língua inglesa pela Prefeitura de Araraquara. Tem experiência na área de Linguística, atuando principalmente nos seguintes temas: Historiografia Linguística, Semio-historiografia, Semiótica, Ensino de Línguas Estrangeiras e Tradução. Membro da Comissão de Semiótica da Abralin.

Jean Cristtus Portela, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), Araraquara, São Paulo, Brasil

Livre-docente em Semiótica pela Unesp de Araraquara (SP), realizou estágio pós-doutoral em Semiótica pela Universidade de Limoges (França), Doutorado em Linguística e Língua Portuguesa pela Unesp de Araraquara (SP), Mestrado em Letras pela Universidade Estadual de Londrina (PR) e Bacharelado em Comunicação Social: Jornalismo pela Unesp de Bauru (SP). É Professor Associado do Departamento de Linguística, Literatura e Letras Clássicas e do Programa de Pós-Graduação em Linguística e Língua Portuguesa da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, câmpus de Araraquara. É pesquisador do CNPq (Nível 2) e líder do Grupo de Pesquisa em Semiótica da Unesp (GPS-Unesp). Atualmente, é Assessor da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Unesp. Foi Diretor da Faculdade de Ciências e Letras, câmpus de Araraquara. Autor, organizador e tradutor de diversas publicações científicas, desenvolve pesquisas em história e epistemologia das ciências da linguagem, especialmente da semiótica. Foi vice-coordenador do GT de Semiótica da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (ANPOLL) no biênio 2010-2012, integrou a Comissão da Área de Humanas da PROPe/Unesp (2011-2015), foi tesoureiro da Federação Românica de Semiótica (2015-2019), presidente da ABES - Associação Brasileira de Estudos Semióticos (2017-2023) e coordenador do projeto Capes/PrInt Unesp Linguagens e produção de conhecimento (2018-2024).

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Publicado

15/12/2025

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