Depois do pós-fordismo: as últimas décadas da razão material do trabalho

Autores

  • Breilla Zanon UFSCar – Universidade Federal de São Carlos. Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Laboratório de Estudos sobre Trabalho, Profissões e Mobilidades (LEST-M-UFSCar). São Carlos – SP http://orcid.org/0000-0002-3266-8289

Palavras-chave:

Pós-fordismo, Reestruturação produtiva, Vale do Silício, Startups, Coworkings,

Resumo

Inúmeras são as formas pelas quais o mercado de trabalho buscou lidar com as transformações econômicas nos últimos 50 anos. Dentre essas transformações, a flexibilização marca as novas dinâmicas de produção e de organização dos trabalhadores. O presente artigo tem como objetivo refletir sobre as transformações decorrentes da reestruturação produtiva, observando como a partir desse cenário de estagnação da produtividade fordista – percebida como resultante da rigidez e das burocracias presentes na organização da produção, distribuição e nos mercados –, demandas não só dos consumidores, mas também dos trabalhadores, não podiam mais ser atendidas. O artigo tem como foco o surgimento de um novo perfil de trabalhador, demandado a partir das novas dinâmicas de flexibilização do mercado e de uma nova racionalidade a respeito do trabalho que, no início do século XXI, vai se refletir em novos modelos de organização e gestão do trabalho, como as startups e os coworkings.

Biografia do Autor

Breilla Zanon, UFSCar – Universidade Federal de São Carlos. Programa de Pós-Graduação em Sociologia. Laboratório de Estudos sobre Trabalho, Profissões e Mobilidades (LEST-M-UFSCar). São Carlos – SP

Doutora em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR. Pesquisadora do Laboratório de Estudos sobre Trabalho, Profissões e Mobilidades, LEST-M/UFSCAR.

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Publicado

24/07/2020