Mulheres versus ditadura, latifúndio e misoginia na Paraíba

Autores

  • Susel Oliveira da Rosa UEPB - Universidade Estadual da Paraíba. Departamento de História. Guarabira – PB – Brasil.

Palavras-chave:

Mulheres, Ditadura civil-militar, Testemunho, Paraíba,

Resumo

Nesse artigo, procuro refletir sobre os esquecimentos e silêncios que envolvem a história das mulheres e da ditadura civil-militar no Brasil. Ao fazer isso, apresento algumas mulheres paraibanas que, no contexto de exceção vivido cotidianamente dos anos 1950 para cá, investem/investiram no “cuidado com o mundo”.

Biografia do Autor

Susel Oliveira da Rosa, UEPB - Universidade Estadual da Paraíba. Departamento de História. Guarabira – PB – Brasil.

Possui Pós-doutorado (2011) e Doutorado em História pela Universidade Estadual de Campinas (2007), Mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2002) e Graduação em História pela Universidade Federal de Santa Maria (1998). Tem experiência na área de Ciências Humanas, com ênfase em História do Brasil - período da ditadura civil-militar. Enfoque nos seguintes temas: histórias de vida, violência, tortura, biopolítica, estado de exceção, mulheres, gênero, feminização da cultura, "cuidado com o mundo". Também se interessa por temas que envolvem sexopolítica e teoria queer. Atualmente é Professora da UEPB (Universidade Estadual da Paraíba); Professora do Programa de Pós-Graduação em História da UFPB (Universidade Federal da Paraíba); Professora do Programa de Pós-Graduação em Literatura e Interculturalidade (PPGLI/UEPB);Pesquisadora do Grupo "Gênero, experiência e subjetividades" (IFCH/Unicamp). Na UEPB desenvolve projeto de pesquisa com alunos da graduação sobre a ditadura civil-militar na região do Brejo e Agreste paraibano, a partir de histórias de vida e pesquisa em arquivos públicos e pessoais de mulheres que lutaram contra a repressão e a violência do estado e do latifúndio na região. Na UFPB orienta pesquisas que envolvem temáticas de gênero e sexualidades; Publicou recentemente os livros: "A biopolítica e a vida que se pode deixar morrer" (SP: Paco Editorial, 2012), tema de sua tese de doutorado e "Mulheres, ditaduras e memórias: não imagine que precise ser triste para ser militante" (SP: Intermeios/FAPESP, 2013), tema de seu pós-doutoramento. Entrelaçando memória individual e coletiva, o livro "Memórias, ditaduras e mulheres" aborda as trajetórias de Nilce Cardoso, Danda Prado, Flávia Schilling - mulheres que investiram na "subjetividade revolucionária" e no "cuidado com o mundo" durante e após a ditadura civil-militar - e tantas outras presentes direta ou indiretamente ao longo de suas páginas.

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Publicado

19/01/2016