Des-Fazendo raça: a auto-definição racial em Rachel Dolezal

Autores

  • Ana Lúcia Santos UC – Universidade de Coimbra. Centro de Estudos Sociais. Lisboa

Palavras-chave:

Raça, Género, Identidade, Performatividade, Apropriação cultural,

Resumo

Tomando como ponto de partida o mediático caso de Rachel Dolezal, ativista pelos direitos raciais acusada de ser ter feito passar por negra, ocorrido nos Estados Unidos da América, este trabalho pretende problematizar a questão da auto-definição identitária, em específico a identidade racial. Importa trazer para a discussão conceitos como, performatividade, apropriação cultural, raça, identidades, para pensar de que forma é a raça um facto cultural ainda preso ao estigma da biologia, inato ou construído e por isso fixo ou mutável. Dada a aproximação das discussões, serão oferecidos pontos de reflexão entre o caso de Dolezal e o caso da transexual Sandy Stone a fim de aprofundar a questão sobre o direito a uma autodefinição de identidade(s).

Biografia do Autor

Ana Lúcia Santos, UC – Universidade de Coimbra. Centro de Estudos Sociais. Lisboa

Ana Lúcia Santos é investigadora júnior do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Atualmente integra o Projecto de Investigação "INTIMATE — Citizenship, Care and Choice: The Micropolitics of Intimacy in Southern Europe", coordenado pela Doutora Ana Cristina Santos e financiado pelo European Research Council.
É licenciada em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e mestre em Estudos Feministas pela mesma Faculdade com a tese "Um sexo que são vários: a (im)possibilidade do intersexo enquanto categoria humana." 
Atualmente frequenta o doutoramento em Estudos Feministas na Universidade de Coimbra.
Os interesses de investigação centram-se na cidadania íntima e sexual, estudos feministas, teoria crip e teoria queer. 
É ativista nos movimentos LGBT/queer e feminista. É membro da organização da Marcha da Luta Contra a Homofobia e Transfobia de Coimbra e da associação não te prives - grupo de defesa dos direitos sexuais, com trabalho nas áreas do feminismo e dos direitos LGBT.

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Publicado

19/12/2016