Neoliberalización y prensa
enmarcamientos de las contrarreformas bajo el régimen de uma ponte para o futuro
DOI:
https://doi.org/10.52780/res.v30i3.20202Palabras clave:
Prensa, Neoliberalismo, Hegemonía, Reforma Laboral, Reforma PrevisionalResumen
Este artículo analiza el papel de la prensa brasileña en el proceso de neoliberalización durante la hegemonía del régimen de “Un Puente al Futuro”, con énfasis en la legitimación de las reformas laboral (2017) y previsional (2019). Se investiga cómo los principales periódicos del país—Folha de S. Paulo, O Estado de S.Paulo y O Globo—actuaron como aparatos hegemónicos en la construcción de consensos favorables a las contrarreformas. A través del análisis de los encuadres y de las voces consultadas como fuentes de autoridad discursiva, el estudio evidencia la parcialidad de segmentos importantes de la prensa en la consolidación de una agenda neoliberal centrada en la austeridad y en la flexibilización de derechos. Se sostiene que los segmentos de la prensa analizados contribuyeron a la naturalización de las reformas y a la desmovilización de las resistencias sociales, desempeñando su papel en el sostenimiento del proyecto neoliberal hegemónico en el Brasil contemporáneo.
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