Uma categoria em transformação
mudanças e permanências entre gerações de metalúrgicos do ABC
DOI :
https://doi.org/10.52780/res.v31iesp.1.21105Mots-clés :
Gerações, Trabalho industrial, Metalúrgicos do ABC, Reestruturação produtiva, Cultura do trabalhoRésumé
O artigo analisa as transformações geracionais entre trabalhadores metalúrgicos do ABC Paulista, a partir de entrevistas, survey e observação em montadoras automotivas. Inspirado na literatura clássica sobre o tema, identifica quatro gerações — fundadora, das greves, da reestruturação produtiva e “4.0” —, delimitadas por experiências históricas e trajetórias de socialização no trabalho. O foco de análise recai sobre a geração da reestruturação produtiva, cerne da pesquisa qualitativa, marcada por tensões entre heranças do modelo fordista e mudanças recentes na cultura do trabalho. A análise evidencia a coexistência de permanências e rupturas, com destaque para a perda de centralidade simbólica da condição operária, a crescente individualização e as dificuldades de engajamento coletivo. Ao mesmo tempo, o emprego industrial mantém relevância relativa em um contexto de precarização mais ampla. Por fim, problematiza-se a noção de uma “geração 4.0”, ressaltando sua heterogeneidade e apontando desafios para a ação sindical e futuras pesquisas.
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