Os fios que tecem o imaginário
Uma leitura de "A cortina da babá Lugton" à luz da literatura fantástica
DOI:
https://doi.org/10.58943/irl.v1i61.20172Palabras clave:
Virginia Woolf, Fantástico, Imaginação, Modernismo, ContoResumen
O objetivo deste artigo é analisar à luz da literatura fantástica o conto “A cortina da babá Lugton” (1924), da escritora inglesa Virginia Woolf (1882-1941). Apesar de Woolf não ser autora de obras que fundamentalmente pertencem ao fantástico, sua preocupação em retratar a profundidade e capacidade imaginativa da mente humana, além de seu experimentalismo característico do modernismo, acabou por produzir, a nosso ver, algumas narrativas que se aproximam do modo literário fantástico. Assim, “A cortina da babá Lugton” se destaca ao trazer o tema dos objetos inanimados que ganham vida e a criação de mundos imaginários, permitindo uma nunca resolvida ambiguidade entre realidade e imaginação por um breve momento no conto. Tem-se assim, aquilo que Roas (2014), Ceserani (2006) e Furtado (1980) definem como o elemento fundamental de todas as narrativas do fantástico, isto é, produzir a incerteza do real de modo que a relação entre real e impossível permaneça inexplicável. Sendo assim, a investigação acurada deste conto faz-se apropriada no intuito de demonstrar como a obra de Virginia Woolf dialoga com a tradição da literatura fantástica ao mesmo tempo em que dá uma roupagem singular e subverte elementos desta.
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