Caricatura e sátira na peça O homúnculo – tragédia jocosa, de Natália Correia
DOI :
https://doi.org/10.58943/irl.v1i61.19967Mots-clés :
Caricatura, Sátira, Natália Correia, O Homúnculo, DenúnciaRésumé
Natália Correia (1923-1993) publica, em 1965, a peça O Homúnculo – Tragédia Jocosa, uma sátira política do Estado Novo (1933-1974), que foi automaticamente proibida pela censura. Nesta obra, a dramaturga serve-se da caricatura de Salazar e dos seus apoiantes para tecer uma crítica à opressão e à falta de liberdade que se vivia em Portugal, durante o período da ditadura, sem descurar a veia jocosa conseguida por meio do cómico. No presente artigo, apresenta-se, primeiramente, uma contextualização histórica do Estado Novo para, num segundo momento, se catacterizar as caricaturas elaboradas por Natália Correia com vista à denúncia e à sátira política. Procura-se mostrar como o teatro se assume de particular relevância ao serviço da crítica sociopolítica pelo modo como recria e representa a realidade. No caso da peça de Natália, assiste-se a um processo de recriação assente na caricatura, do qual não se isentam nem o tom jocoso nem os vários tipos de cómico (de linguagem, de carácter e de situação).
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