250 anos de Jane Austen
o legado da ironia, da consciência feminina e da crítica social na literatura moderna
DOI:
https://doi.org/10.58943/irl.v1i62.20790Palavras-chave:
Jane Austen, Ironia, Crítica social, Consciência feminina, Romance inglêsResumo
Celebrar os duzentos e cinquenta anos de nascimento de Jane Austen (1775–1817) implica reconhecer a permanência de uma das vozes mais influentes da literatura inglesa. Situada no limiar entre o classicismo e o romantismo, a autora desenvolveu uma estética marcada pela ironia moral, pela observação social e pela representação da consciência feminina, antecipando preocupações centrais da modernidade narrativa. Este artigo examina seu legado a partir de três eixos complementares: a ironia como instrumento de crítica ética e social; a elaboração da subjetividade feminina em contextos patriarcais; e a permanência, recepção e reconfiguração contemporânea de suas estratégias narrativas. Fundamentada em perspectiva histórico-literária e comparatista, a discussão mobiliza críticos e autores como Ian Watt (1957), Marilyn Butler (1987), Elaine Showalter (1977), Wayne C. Booth (1974), Linda Hutcheon (1991), além de leituras recentes sobre recepção e adaptações. Os resultados demonstram que Jane Austen converte o romance em espaço de formação moral, agência feminina e resistência discursiva, articulando sensibilidade ética e crítica social de modo que continua a informar debates sobre subjetividade, gênero e poder no século XXI. Conclui-se que sua obra permanece essencial para compreender tanto a tradição do romance quanto as tensões da experiência contemporânea.
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