Emma, de Jane Austen, na tela

articulando adaptação, ironia e crítica social

Autores

  • Genilda Azeredo UFPB

DOI:

https://doi.org/10.58943/irl.v1i62.20838

Palavras-chave:

Adaptação audiovisual, Ironia, Crítica social, Emma, Jane Austen

Resumo

Propomos a discussão de duas adaptações audiovisuais de Emma – a adaptação de Amy Heckerling, Clueless (1995), e a de Diarmuid Lawrence, Emma (1996), tendo como fundamento teórico-crítico a articulação entre o processo de adaptação e a ironia. A hipótese inicial era que muito da ironia no romance de Austen tendia a perder-se no processo de adaptação. Os resultados da investigação demonstram, no entanto, que, neste caso específico, os adaptadores obtiveram êxito na recriação da ironia, estratégia discursiva característica do estilo literário de Jane Austen e responsável por materializar a multiplicidade de vozes e posicionamentos críticos presentes no romance. Como consequência, ambas as adaptações constituem diálogos criativos com a crítica social e histórica inerente ao romance Emma.

Downloads

Publicado

29/07/2026

Edição

Seção

Jane Austen: 250 anos de seu legado