As quatro estações de Emma
DOI:
https://doi.org/10.58943/irl.v1i62.20846Palavras-chave:
Jane Austen, Emma, Prática leitora, Ludicidade, Ensino de literaturaResumo
Este trabalho propõe um exercício de leitura de Emma, de Jane Austen, revelando-se a construção da obra como um processo que alude ao jogo e contempla uma ludicidade. Propõe-se a leitura como uma vivência caracterizada por essa mesma postura. Constata-se que o enredo do romance de Jane Austen se desdobra pelo período cronológico de um ano, em que cada uma das quatro estações põe em destaque um personagem, cuja caracterização em certa medida espelha elementos tradicionalmente associados à respectiva estação do ano. Defende-se que o desvendamento dessa proposta narrativa é constitutivo da experiência leitora e que contribui para a fruição e para a consistência da apreensão dela feita pelo leitor, o qual se enriquece também porque, na construção de sua leitura, encontra possibilidade de acionar outras referências culturais que Emma permite pôr em pauta, como o conjunto de concertos As quatro estações, de Antonio Vivaldi. Tal exercício pode ensejar a disposição para o contato com outras obras e abrir em âmbito mais geral a perspectiva da leitura como uma atividade que conjuga investigação e prazer através da opção por chaves de leitura adequadas. Trata-se de um trabalho pautado principalmente na própria fonte primária, a obra literária, com contribuição de teóricos que pensam a literatura como vivência leitora, como Roland Barthes e Leyla Perrone-Moisés.
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