Abertura política e redemocratização brasileira: entre o moderno-conservador e uma “nova sociedade civil"

Eduardo Seino, Giovana Algarve, José Carlos Gobbo

Resumo


Este artigo se inicia com a interpretação de Werneck Vianna sobre como a nossa “revolução passiva” e a lógica do “conservar-mudando” são importantes chaves explicativas que se estendem na história política brasileira. A retomada deste sociólogo concede conceitos tal qual revive categorias de outros momentos históricos adequáveis ao nosso contexto. Num percurso sem impactantes rupturas, buscou-se destacar, por meio da exposição de uma narrativa histórica que nos facilita a compreensão dos fatos, como o final dos anos 70 e os anos 80 foram marcados por idas e vindas na perseguição de um projeto efetivamente moderno e pela emergência de novos atores sociais. Mirando à conclusão foram amarradas as interpretações expostas às características das formulações sociológicas que se mostraram atentas à emergência de uma “nova sociedade civil” e, por isso, acabaram por movimentar a sua agenda conforme a perspectiva analítica mais relevante. Para finalizar foi sugerida uma refl exão à luz de argumentos contemporâneos de como a sociedade civil que passou a usufruir de alto nível de liberdade conduziu essa sua nova condição segundo os ideais de cidadania pensados pós-regime militar.

Palavras-chave


Sociedade civil; Cidadania; Redemocratização; Atores sociais; Modernização Brasileira;

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DOI: https://doi.org/10.29373/sas.v2i1.6922



 

 

Rev. Sem Aspas, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN  2358-4238

DOI Prefix: 10.29373/semaspas

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