A gestão do patrimônio cultural

Autores/as

  • Marly Rodrigues Marly Rodrigues é doutora em História, chefe da Diretoria Técnica do IPHAN – São Paulo e diretora de Memórias Assessoria e Projetos

Palabras clave:

patrimônio cultural, Brasil, memória da sociedade, direitos culturais, política de preservação

Resumen

A institucionalização de política de proteção do patrimônio histórico no Brasil esteve associada a um ideal de identidade. A criação do SPHAN em 1937 foi marcada pelos valores da intelectualidade modernista. Foram privilegiadas as representações materiais, particularmente os bens arquitetônicos. O Estado de São Paulo cria seu órgão três décadas mais tarde e os municípios mobilizam-se na questão somente a partir da década de 80. O conceito de patrimônio, no entanto, transformou-se. Substitui-se o termo histórico-arquitetônico por cultural, abrangendo agora manifestações intangíveis. A proteção não se pauta pela perseguição de símbolos da identidade nacional, mas sim da memória da sociedade. A menção a direitos culturais, parte dos direitos da cidadania, acaba por definir amplamente a finalidade da proteção aos bens culturais

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