O mercado do boi gordo: “modernizando” técnicas, gado e gente

Autores

Palavras-chave:

Modernização da pecuária, Sociologia econômica, Relações humano-animais

Resumo

As transformações da bovinocultura de corte são analisadas pelas Ciências Sociais com o objetivo de compreender como se formam novas relações sociecônomicas a partir dos esforços modernizadores do setor, e ao mesmo tempo de que maneira as relações ditas tradicionais são impactadas, inclusive no que diz respeito às relações entre humanos e animais. Em diálogo com esse debate, será refletido como são constituídos os pressupostos que orientam a busca pela modernização da bovinocultura de corte, e de que maneira articulam e desarticulam práticas e relações entre humanos, gado e o ambiente. Para tanto, foi utilizado publicações de pesquisadores e agentes do Estado, a quem chamei de “agentes da modernização”. A partir da análise qualitativa desses trabalhos foi possível compreender como os impulsos modernizadores desiquilibram os sistemas de interação humanos e animais na medida em que a instauração da condição de eficácia como valor absoluto pressupõe a renúncia dos padrões tidos como ineficientes. 

Biografia do Autor

Ana Paula Perrota, UFRRJ Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Seropédica - RJ

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006), mestrado em Sociologia e Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ (2009) e doutorado também pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (2015). Realizou em 2013 doutorado-sanduíche no Institut National de la Recherche Agronomique, no grupo de pesquisa RITME (Risques, Travail, Marchés, Etat) sob orientação de Marie-France Garcia-Parpet. Tem experiência na área de Sociologia e Antropologia, atuando como pesquisador nos seguintes temas: relações humano e animal, conflitos ambientais, sociologia e antropologia econômica, sociologia e antropologia da moral . É professora adjunta da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - Instituto Três Rios (UFRRJ-ITR) desde 2016 e pesquisadora do Núcleo de Desenvolvimento, Trabalho e Ambiente (DTA), da UFRJ.

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Publicado

05/01/2021