Romantismo sociológico

uma crítica marcada pela resignação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29373/sas.v14i00.19723

Palavras-chave:

Sociologia, Max Weber, Resignação, Romantismo, Capitalismo

Resumo

Neste artigo, procura-se relacionar a teoria social weberiana, marcada pela resignação, com alguns traços das aspirações dos primeiros pensadores do romantismo, no século XIX, na Alemanha. Assim como estes, Max Weber percebe uma fragmentação das esferas — nos românticos, a percepção é expressa como uma cisão no pensamento — que atomiza o indivíduo, que vê seus valores ético-morais confrontados por uma objetividade que lhe é estranha. Tal aproximação é feita a partir de suas conclusões a respeito do processo de racionalização, na medida em que também os românticos, em suas percepções sobre a divisão do trabalho e a perda da noção de totalidade, tecem críticas a partir de um ponto de vista resignado, que não aceita os efeitos desastrosos do capitalismo, mas não formulam uma crítica que se propõe emancipatória.

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Biografia do Autor

Vinícius Bernardes, Universidade Estadual Paulista

Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP/FCLAR), Araraquara – São Paulo – Brasil. Discente do programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais.

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Publicado

29/12/2025

Como Citar

BERNARDES, V. Romantismo sociológico: uma crítica marcada pela resignação. Revista Sem Aspas , Araraquara, v. 14, n. 00, p. e025011, 2025. DOI: 10.29373/sas.v14i00.19723. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/semaspas/article/view/19723. Acesso em: 1 fev. 2026.

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