Contrapontos acerca da teoria decolonial
em busca do que foi negado ao negro
DOI:
https://doi.org/10.29373/sas.v14i00.19834Palavras-chave:
Teoria decolonial, Negro, Cinema negro, Negação históricaResumo
O presente artigo analisa a contribuição da categoria conceitual e da dimensão pedagógica do cinema negro para o campo da teoria decolonial. Ao longo do texto, discutem-se os fundamentos teóricos da modernidade, o processo de colonização epistêmica e suas implicações na ontologia dos sujeitos colonizados. Parte-se do entendimento de que a teleologia do cinema negro consiste na afirmação positiva do afrodescendente enquanto maioria historicamente minorizada, em oposição à hegemonia imagética euro-heteronormativa que sustenta hierarquias raciais, culturais e simbólicas. O estudo destaca a ressignificação dos olhares e das narrativas como elemento central de práticas antirracistas, articulando o cinema negro como espaço pedagógico e político. Sob uma perspectiva decolonial, o artigo também enfatiza o esperançar como prática coletiva que emerge em contextos cotidianos, escolares e comunitários, contribuindo para processos de ruptura da subalternização de povos e culturas.
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