Totalitarismo em The Handmaid’s Tale: entre manipulação e programação

Autores

  • Natália Silva Giarola de Resende Universidade Federal de Minas Gerais (Ufmg), Belo Horizonte – MG – Brasil. Doutoranda em Linguística, subárea Análise do Discurso e Semiótica de linha francesa. https://orcid.org/0000-0001-7768-8091
  • Conrado Moreira Mendes Pontifícia Universidade Católica (Puc Minas), Poços de Caldas – MG – Brasil. Professor do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social; Universidade de São Paulo (Usp), São Paulo – SP – Brasil. Doutor em Semiótica e Linguística Geral. https://orcid.org/0000-0002-3721-8578

DOI:

https://doi.org/10.47284/2359-2419.2020.28.225244

Palavras-chave:

Sociossemiótica, Manipulação, Programação, Totalitarismo, The Handmaid’s Tale,

Resumo

Neste trabalho, com base nos regimes de interação e sentido da teoria sociossemiótica (LANDOWSKI, 2014), temos como objetivo compreender como se constitui o regime totalitário de Gilead, nação fictícia da série distópica The Handmaid’s Tale, com base na análise do primeiro episódio, intitulado Offred. A partir da articulação entre os fundamentos teóricos – totalitarismo (ARENDT, 2012; NEUMANN, 1969; TURPIN, 2012) e sociossemiótica – e das reflexões resultadas da análise, verificamos que tanto o regime da manipulação quanto o da programação legitimam a conservação do Estado totalitário.

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Publicado

17/09/2020