O desenvolvimento das Ciências Sociais e a modernização brasileira

Natalia Maria Casagrande, Janaina de Oliveira

Resumo


A intelectualidade vivencia uma ruptura com os padrões de consagração vigentes na Primeira República. A partir da tomada do poder por Getúlio Vargas e a Revolução de 1930, tem-se início um novo cenário político. Devido à queda do preço do café, o modelo agroexportador encontrava-se em processo de decadência, pois já não era mais possível manter artificialmente o valor deste produto. Somam-se a este fator as restrições provocadas pela crise financeira de 1929, o que implicou na queda da demanda externa e no surgimento de novos competidores. Neste contexto, os intelectuais estão subordinados de um modo mais intenso à conjuntura política do que propriamente às questões culturais. A função e atuação dos intelectuais ultrapassam, desta maneira, o campo estritamente intelectual e adentram o do político. Assim, o presente trabalho tem como objetivo demonstrar a relação entre a modernização brasileira e o desenvolvimento institucional e intelectual das Ciências Sociais no Brasil.


Palavras-chave


Modernização; Ciências Sociais; Intelectuais; Institucionalização.

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DOI: https://doi.org/10.29373/sas.v8i2.13358



 

 

Rev. Sem Aspas, Araraquara, SP, Brasil, e-ISSN  2358-4238

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