Raza, trabajo y clase
el enfoque de Florestan Fernandes sobre la no inserción de la población negra en el orden social competitivo
DOI:
https://doi.org/10.29373/sas.v14i00.19924Palabras clave:
Florestan Fernandes, Movimiento negro, Segunda abolición, Orden social competitivaResumen
Para Florestan Fernandes, la sociedad brasileña se constituyó a partir de la subalternización de determinados grupos sociales, especialmente de la población negra, cuya posición resultó de un prolongado proceso histórico de silenciamiento y dominación. Tras el fin del régimen esclavista, no existió un proyecto político orientado a la inserción efectiva de esa población en la emergente sociedad de clases, manteniéndose, bajo nuevas formas, la lógica excluyente del antiguo orden estamental. Privados del acceso a la escolarización y a la especialización exigidas por la modernización, los negros fueron relegados a los márgenes del desarrollo económico y social. Este artículo analiza la contribución de Florestan Fernandes para comprender cómo la estructura de clases en Brasil se consolidó de manera excluyente, destinando a la población negra funciones subalternas y una inserción desigual en el orden social competitivo.
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