Combater o estigma associado ao sofrimento psíquico: um relato de experiência da educação profissional em saúde

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26673/tes.v16i1.13281

Palavras-chave:

Estigma social, Transtornos mentais, Educação, Educação em enfermagem

Resumo

As atitudes estigmatizantes, associadas aos indivíduos em sofrimento psíquico, presentes em estudantes e trabalhadores da área da saúde são reproduzidos no cuidado com a saúde, produzindo adversidades, além daquelas já geradas pelo próprio sofrimento psíquico. Uma forma de combater esse problema social é o investimento da educação profissional em um ensino antiestigmatizante. O objetivo deste artigo é apresentar um relato de experiência de uma intervenção na disciplina de saúde mental, do curso técnico em enfermagem, constituída pelo planejamento e implementação de uma prática de ensino, voltada para o enfrentamento do estigma. Esta prática mostrou redução do estigma entre alunos técnicos de enfermagem e a mesma esteve relacionada a uma organização da disciplina, com a inclusão de estratégias educacionais que defendam o modelo de atenção psicossocial e que promovam o contato dos estudantes com casos de indivíduos em sofrimento psíquico.

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Biografia do Autor

Marcela Santos Ferreira, Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET), Nova Iguaçu – RJ

Mestre em Educação Profissional em Saúde FIOCRUZ/RJ; Docente Coordenadoria de Enfermagem do  CEFET/RJ; Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal Fluminense/RJ.

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Publicado

19/06/2020

Como Citar

FERREIRA, M. S. Combater o estigma associado ao sofrimento psíquico: um relato de experiência da educação profissional em saúde. Temas em Educação e Saúde , Araraquara, v. 16, n. 1, p. 187–200, 2020. DOI: 10.26673/tes.v16i1.13281. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/tes/article/view/13281. Acesso em: 3 abr. 2025.

Edição

Seção

Relatos de Experiência

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