Políticas linguísticas e o lugar da língua espanhola nos Institutos Federais

Fernanda Tonelli

Resumo


Este artigo discute a respeito da (in)visibilidade da língua espanhola enquanto conteúdo curricular na rede básica de ensino brasileira. Desse modo, refletiremos a respeito das políticas linguísticas brasileiras de inserção das línguas estrangeiras na educação básica e, em especial, da língua espanhola. Em seguida, analisaremos como se configura a oferta de língua espanhola nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Para isso, nos basearemos em um questionário aplicado aos professores de língua espanhola dessas instituições. Como resultado, as informações coletadas mostram que nessas instituições é dado um espaço secundário à língua espanhola, resultado de um processo histórico de desoficialização do ensino de línguas na rede básica de educação em nosso país.


Palavras-chave


Políticas linguísticas; Educação básica; Língua espanhola; Institutos Federais.

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DOI: https://doi.org/10.29051/rel.v4.n1.2018.10979



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