Gerencialismo e avaliação de políticas de formação docente: a força dos indicadores socialmente referenciados

Autores

  • Maria Inês Bonfim
  • Valéria Morgana Goulart

DOI:

https://doi.org/10.26673/rtes.v13.n2.jul-dez.2017.10677

Palavras-chave:

Avaliação de políticas públicas. Formação docente. Gerencialismo.

Resumo

O trabalho apresenta, de forma abrangente, as opções teórico-metodológicas de uma experiência alternativa de avaliação na área de formação docente com o uso de metodologias e características distintas das propostas hegemônicas desenvolvidas no âmbito do Estado brasileiro, no atual momento. Busca-se refletir sobre desafios da investigação no campo das políticas públicas, problematizando possibilidades de ruptura com a ideologia gerencialista, que promove rigidez metodológica, por meio de indicadores de avaliação tecnicistas e pragmáticos. O estudo questiona as possibilidades de se fugir dos indicadores de produtividade em avaliação de políticas públicas de formação docente, sem perder o necessário rigor na avaliação.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

AFONSO, A. J. G. Avaliação educacional: regulação e emancipação: para uma sociologia das políticas avaliativas contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2009.

BALL, S. J. Diretrizes políticas globais e relações políticas locais em educação. Currículo sem Fronteiras, v.1, n.2, pp.99-116, Jul/Dez 2001.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1979.

BOMFIM, M. I.; GOULART, V. M. P.; OLIVEIRA, L. Z. Formação docente na área da saúde: avaliação, questões e tensões. Interface, Botucatu, 18(51):749-58, 2014.

BOURDIEU, P.; WACQAUNT, L. Una invitación a la sociología reflexiva. Buenos Aires: Siglo Argentino Editores, 2012.

FIOCRUZ/ENSP. Indicadores de qualidade social da avaliação da Formação Docente. BOMFIM, M. I.; RUMMERT, S. Rio de Janeiro, RJ: Fundação Oswaldo Cruz; Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, 2010.

HOUSE, E. R. Tendencias en evaluation. Revista de Educacion. Ministerio de Educación, Cultura y Desporte, 299, 43-55, 1992.

LIMA, L. C. Aprender para ganhar, conhecer para competir: sobre a subordinação na sociedade da aprendizagem. São Paulo: Cortez, 2012.

MINAYO, Maria Cecília (Org.) Avaliação por triangulação de métodos: abordagens de programas sociais. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005.

NEWMAN, J.; CLARKE, J. Gerencialismo. Educ. Real., Porto Alegre, v. 37, n. 2, p. 353-381, maio/ago. 2012.

PISTRAK, M. M. Fundamentos da escola do trabalho. São Paulo: Expressão Popular, 2000.

SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. Campinas: Autores Associados, 2000.

SHIROMA, E. O. Política de Profissionalização Aprimoramento ou Desintelectualização do Professor? Intermeio: revista do Mestrado em Educação, Campo Grande, MS, v. 9, n. 17, p. 64-83, 2003.

WACQUANT, L. Hacia uma praxeologia social: la estrutura y la lógica de la sociologia de Bourdieu. In: BOURDIEU, P.; WACQAUNT, L. Una invitación a la sociología reflexiva. Buenos Aires: Siglo Argentino Editor, 2012.

Downloads

Publicado

22/11/2017

Como Citar

BONFIM, M. I.; GOULART, V. M. Gerencialismo e avaliação de políticas de formação docente: a força dos indicadores socialmente referenciados. Temas em Educação e Saúde , Araraquara, v. 13, n. 2, p. 286–300, 2017. DOI: 10.26673/rtes.v13.n2.jul-dez.2017.10677. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/tes/article/view/10677. Acesso em: 22 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos - Área da Educação