Identificação de deficiências entre crianças indígenas nas aldeias de Dourados/MS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26673/tes.v16i1.13503

Palavras-chave:

Identificação de deficiências, Intervenção precoce, Educação indígena, Educação especial.

Resumo

O estudo objetivou o mapeamento de crianças indígenas com indícios de deficiências, nascidas em Dourados/MS, entre os anos de 2009 a 2014, e a avaliação da deficiência visual associada à paralisia cerebral na faixa etária de zero a cinco anos. A pesquisa pautou-se na ecologia do desenvolvimento humano e nos princípios etnográficos, contando com a participação ativa dos familiares na aplicação dos instrumentos de Avaliação Funcional da Visão integrada ao Desenvolvimento Global, cujos protocolos foram adaptados à linguagem, à cultura e ao cotidiano indígena. O mapeamento levantou o número e as condições de nascimentos das crianças indígenas, bem como a localização de cinco crianças com deficiência visual e paralisia cerebral. Por sua vez, as avalições do funcionamento visual e do desenvolvimento global permitiram identificar as necessidades específicas decorrentes da situação da deficiência e refletir sobre as estratégias para intervenção precoce, tendo em vista melhores oportunidades de aprendizagem na primeira infância.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Maria Goretti da Silva Mattoso, Rede Municipal de Ensino de Dourados (REME), Dourados – MS

Professora da Educação Básica da Rede Municipal de Ensino de Dourados/MS. Mestre e Especialista em Educação pela Universidade Federal da Grande Dourados. Licenciada em Normal Superior pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul.

Marilda Moraes Garcia Bruno, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Dourados – MS

Professora Aposentada da Universidade Federal da Grande Dourados. Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) da UFGD. Doutora em Educação pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho" (UNESP/Marília).

Washington Cesar Shoiti Nozu, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Dourados – MS

Professor Adjunto da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Docente Permanente dos Programas de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) e de Pós-Graduação em Fronteiras e Direitos Humanos (PPGFDH) da UFGD. Doutor e Mestre em Educação pela UFGD. Especialista em Educação, Licenciado em Pedagogia e Bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).

Referências

ALCÂNTARA, M. L. B. Jovens indígenas e lugares de pertencimento: análise dos jovens indígenas da reserva de Dourados/MS. São Paulo: Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo; Laboratório de Estudos do Imaginário, 2007.

ANDRADE, I. F. C.; LEWIS, D. R. A negligência mundial sobre a deficiência auditiva infantil em países em desenvolvimento. Distúrbios da Comunicação, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 279-281, ago. 2008. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/6825/4944. Acesso em: 24 mar. 2020.

BRASIL. Decreto n. 5.296 de 2 de dezembro de 2004. Brasília, DF: Presidência da República, 2004.

BRASIL. Ministério da Educação. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília, DF: MEC/SEESP, 2008.

BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de atenção à pessoa com paralisia cerebral. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013.

BRASIL. Lei n. 13.146 de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Brasília, DF: Congresso Nacional, 2015.

BRONFENBRENNER, U. A ecologia do desenvolvimento humano: experimentos naturais e planejados. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

BRUNO, M. M. G. Avaliação educacional de alunos com baixa visão e múltipla na educação infantil: uma proposta de adaptação e elaboração de instrumentos. 2005. 240 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Marília, 2005.

BRUNO, M. M. G. Avaliação educacional de alunos com baixa visão e múltipla deficiência na educação infantil. Dourados: Editora da UFGD, 2009.

BRUNO, M. M. G. A pessoa com deficiência na cultura Guarani-Kaiowá: o que dizem as pesquisas. In: MENDES, E. G.; CIA, F. (Orgs.). Inclusão escolar e o atendimento educacional. São Carlos: Marquezine & Manzini; ABPEE, p. 145-159, 2014.

BRUNO, M. M. G.; SOUZA, V. P. S. Crianças indígenas Kaiowá e Guarani: um estudo sobre as representações da deficiência. Revista Educação Pública, Cuiabá, v. 23, n. 53/1, p. 425-440, maio/ago. 2014. Disponível em: http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/educacaopublica/article/view/1626/1253. Acesso em: 20 mar. 2020.

COELHO, L. L. A constituição do sujeito surdo na cultura Guarani- Kaiowá: os processos próprios de interação e comunicação na família e na escola. 2011. 125 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, 2011.

FAZZI, E. et al. Neuro-ophthalmological disorders in cerebral palsy: ophthalmological, oculomotor, and visual aspects. Developmental Medicine and Child Neurology, v. 54, n. 8, p. 730-736, 2012.

LIMA, J. M. S. A criança indígena surda na cultura Guarani-Kaiowá: um estudo sobre as formas de comunicação e inclusão na família e na escola. 2013. 214 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, 2013.

PEREIRA, L. M. A atuação do órgão indigenista oficial brasileiro e a produção do cenário multiétnico da Reserva Indígena de Dourados, MS. In: ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS, 38., 2014, Caxambu. Anais [...]. Caxambu, 2014. Disponível em: http://www.anpocs.com/index.php/encontros/papers/38-encontro-anual-da-anpocs/gt-1/gt21-1/8809-a-atuacao-do-orgao-indigenista-oficial-brasileiro-e-a-producao-do-cenario-multietnico-da-reserva-indigena-de-dourados-ms. Acesso em: 15 mar. 2020.

PINTO, M. M. et al. Idade no diagnóstico e no início da intervenção de crianças deficientes auditivas em um serviço público de saúde auditiva brasileiro. Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia, São Paulo, v. 16, n. 1, p. 44-49, jan./mar. 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/aio/v16n1/06.pdf. Acesso em: 26 mar. 2020.

REGOLIN, K. et al. Avaliação da função visual em crianças com paralisia cerebral tipo tetraparesia e diparesia espástica: apresentação de um instrumento em terapia ocupacional. Temas sobre Desenvolvimento, São Paulo, v. 15, v. 85-86, p. 24-29, 2006.

SÁ, M. A. O escolar indígena com deficiência visual na região da Grande Dourados-MS: um estudo sobre a efetivação do direito à educação. 2011. 155 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, 2011.

SÁ, M. A.; BRUNO, M. M. G. Deficiência visual nas crianças indígenas em idade escolar das etnias Guarani e Kaiowá na região da Grande Dourados/MS: um estudo sobre a incidência e as necessidades específicas e educacionais especiais. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, v. 18, n. 4, p. 629-646, out./dez. 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbee/v18n4/a07v18n4.pdf. Acesso em: 15 fev. 2020.

SILVA, J. H.; BRUNO, M. M. G. A avaliação das necessidades específicas e educacionais de crianças indígenas com deficiência da Terra Indígena de Dourados/MS. Revista Teoria e Prática da Educação, v. 19, n.1, p. 77-88, jan./abr. 2016. Disponível em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/TeorPratEduc/article/view/29081. Acesso em: 10 fev. 2020.

SOUZA, V. P. S. Crianças Kaiowá e Guarani: um estudo das representações sociais sobre deficiência e sobre o acesso às políticas de saúde e educação em aldeias da região da Grande Dourados. 2011. 173 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, 2011.

YAMAMOTO, R. M. Manual de atenção à saúde da criança indígena brasileira. Brasília, DF: Fundação Nacional de Saúde, 2004.

YIN, R. K. Estudo de caso: planejamento e métodos. 2. ed. Porto Alegre: Bookman, 2001.

Publicado

19/06/2020

Como Citar

MATTOSO, M. G. da S.; BRUNO, M. M. G.; NOZU, W. C. S. Identificação de deficiências entre crianças indígenas nas aldeias de Dourados/MS. Temas em Educação e Saúde , Araraquara, v. 16, n. 1, p. 21–39, 2020. DOI: 10.26673/tes.v16i1.13503. Disponível em: https://periodicos.fclar.unesp.br/tes/article/view/13503. Acesso em: 26 jan. 2022.

Edição

Seção

Artigos