Dimensões e leituras sobre justiça climática

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Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.47284/cdc.v25iesp2.20119

Mots-clés :

justiça climática, Teorias de justiça, interseccionalidade

Résumé

A justiça climática é um tema em ascensão, tanto na teoria como na prática, e se insere numa disputa de categorias entre disciplinas e ideologias que buscam defini-la e conectá-la a outras teorias, por exemplo. A presente discussão objetiva permear diferentes leituras da justiça climática e discutir dimensões históricas de justiça que algumas dessas leituras têm adotado. A partir de revisão de literatura, mostra-se a multiplicidade do termo e as possibilidades de apropriação por diferentes atores. A posição defendida é de que a justiça climática deve ser múltipla e interseccional, como conclui-se pela atenção a essas características na maioria dos estudos, mas também, anti-sistêmica, pois as injustiças climáticas são a reprodução de injustiças históricas.

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Bibliographies de l'auteur

Isabela Carmo Cavaco, Universidade de São Paulo

Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP), São Paulo – São Paulo (SP) – Brasil. Mestranda no Programa de Pós-Graduação de Ciência Ambiental (PROCAM), bacharel em Gestão Ambiental (EACH/USP) e pesquisa sobre justiça climática desde 2021.

Pedro Henrique Campello Torres, Universidade Estadual Paulista

Universidade Estadual Paulista (UNESP), Litoral – Santos (SP) – Brasil. Professor (RDIDP) da área de Ciências Ambientais no Departamento de Ciências Biológicas e Ambientais do Instituto de Biociências (UNESP), do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade de Ambientes Costeiros (PPGBAC) (UNESP), e, Professor e orientador no Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais (PROCAM), da USP.

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Publiée

28/12/2025