Más allá de la mitigación
quilombolas como comunidades epistémicas en la crisis climática
DOI:
https://doi.org/10.47284/cdc.v25iesp2.20055Palabras clave:
Justicia climática, Racismo ambiental, Vulnerabilidad socioambiental, Percepción de riesgo, Comunidades quilombolasResumen
La crisis climática ha profundizado las desigualdades socioambientales en Brasil, afectando de manera desproporcionada a comunidades vulnerables, como los quilombolas. Este estudio analiza estas desigualdades a partir de los conceptos de justicia climática y racismo ambiental, tomando como referencia el desastre climático ocurrido en Rio Grande do Sul en 2024. Además de examinar los impactos sobre las comunidades quilombolas, la investigación posiciona la justicia climática como un campo de disputa política y epistemológica, resaltando las contribuciones del enfoque decolonial y de las ciencias sociales para una comprensión crítica de la crisis ambiental. Se argumenta que el fortalecimiento de políticas participativas y la valorización de los saberes tradicionales son fundamentales para enfrentar los desafíos que impone el cambio climático.
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